Meu Perfil
BRASIL, Nordeste, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, Livros, Cinema e vídeo, Corrida de rua



Histórico


Categorias
Todas as mensagens
 Link
 Evento


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 SEBRAE
 Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento


 
Blog de Isabel de Cássia Santos Ribeiro


Pílulas de Introdução à Economia - Recursos Produtivos ou Fatores de Produção

Recursos Produtivos ou Fatores de Produção

Recursos Produtivos ou Fatores de Produção: São elementos utilizados no processo de fabricação dos mais variados tipos de bens ou serviços, para a satisfação das necessidades.
Classificação dos Recursos Produtivos ou Fatores de Produção: Recursos Naturais;  Mão de Obra; Capital; Capacidade Empresarial ou Know How

Recursos Naturais: Os recursos naturais ou reservas naturais constituem a base sobre a qual se exercem as atividades dos demais recursos, pois se encontram na origem de todo o processo de produção.Compreende todos recursos da natureza, como florestas,  recursos minerais e hídricos, energia solar, ventos, marés, a gravidade da Terra, que são utilizados na produção de bens econômicos.

Mão de Obra: todo esforço humano, físico ou mental, despendido na produção de bens e serviços. Como o trabalho no sentido econômico do serviço prestado de um médico, do operário da construção civil, a supervisão de um gerente de banco, o trabalho de um agricultor no campo.

Capital ou Bens de Capital: o conjunto de bens fabricados pelo homem e que não se destinam ao consumo para a satisfação das necessidades, mas utilizados no processo de utilização de outros bens. É o conjunto de riquezas acumuladas pela sociedade, destinadas à produção de novas riquezas. Inclui, além de máquinas e equipamentos, ferramentas e instrumentos de trabalho, infra-estrutura econômica e social.São todos os edifícios e todos os estoques dos materiais dos produtos, incluindo os bens intermediários (parcialmente acabados) e os finais (acabados).
 
Capacidade Empresarial ou Know How : alguns economistas incluem como fator de produção por ser uma função fundamental no processo produtivo, por organizar a produção, reunindo e combinando os demais fatores de produção. É o conjunto de habilidades e de conhecimento que dão sustentação ao processo de produção, os franceses chamam de saber fazer (savoir faire), e os ingleses de como fazer (know how).
 

Os Recursos Produtivos ou Fatores de Produção são limitados. A característica básica de que são limitados e escassos, ou seja, não existem em quantidade suficiente para produzir todos os bens desejados pela sociedade. A utilização dos serviços dos fatores de produção, irão constituir renda, uma remuneração, aos proprietários desses fatores.
 
Remuneração dos proprietários dos recursos produtivos ou dos fatores de produção:
-  Recursos Naturais  -   Aluguel
-  Mão de Obra   - Salário
-  Capital  - Juros
-  Capacidade Empresarial - Lucro
 
Mercado é um local ou um contexto em que compradores e vendedores de bens , serviços ou recursos estabelecem contatos e comercializam. Os mercados estão no centro da atividade econômica. Um mercado usa preços para conciliar decisões sobre consumo e produção. Numa Economia de Mercado (capitalista) com o Sistema Econômico de Concorrência Mista,como o Brasil, fundamentada nos princípios da  livre concorrência, da propriedade privada e da liberdade contratual de trabalho, o Estado , como Agente Econômico, interfere nas atividades econômicas interagindo no Mercado, definindo e estabelecendo as regras para maior eficiência dos processos econômicos.  Ao analisarmos o funcionamento do mercado verificamos, de um lado os consumidores, de outro, as empresas, que ao desenvolverem suas atividades básicas de  consumir e produzir, ambas se inter-relacionam por intermédio do sistema de preços.
 
O Governo, por sua vez, interage com as unidades familiares e as empresas, destacando-se como agente econômico produtor de bens e serviços públicos, além de ser um centro de geração, execução e julgamento de regras básicas para a sociedade como um todo.
 
Ao analisar as empresas na formação de preços de seus produtos verificamos uma  série de  modelos de empresas que condicionam a  formação de preços de seus produtos ou serviços, disponíveis no   mercado, à maximização dos  lucros, à maximização da participação no mercado   ou à maximização da margem de rentabilidade   sobre os custos.
 

Renda é a remuneração que o proprietário do fator de produção recebe pela sua utilização no processo produtivo. Riqueza é o valor total dos bens que constituem o patrimônio. As necessidades dos indivíduos são ilimitadas, ao passo que a oferta de bens e serviços que compõe sua cesta de consumo são escassas e limitadas. Além de que o consumidor só pode comprar todos os bens que deseja até o limite de sua renda.

Para continuar lendo acesse: http://www.fontedosaber.com/administracao/conceitos-basicos-da-ciencia-economica.html



Escrito por Isabel Ribeiro às 09h31
[] [envie esta mensagem] []



Pílulas de Introdução à Economia - Escassez e Produção de Bens

O Fenômeno da Escassez e a Produção de Bens

Somente a atividade econômica exercida dentro de uma sociedade, e com sua ajuda direta ou indireta, interessa à economia como ciência. O objeto do estudo da ciência econômica  é a questão da escassez, ou seja, como "economizar" recursos. A escassez é o problema econômico central de qualquer sociedade.  Todas as sociedades, independente da organização econômica e do regime político, são obrigadas a fazer opções, escolhas entre alternativas, pois, os recursos produtivos são escassos e as necessidades humanas ilimitadas. Necessidade Humana é a sensação de falta de alguma coisa unida ao desejo de satisfazê-la.

As necessidades biológicas do ser humano renovam-se dia-a-dia. Nem todas as necessidades humanas podem ser satisfeitas. A elevação do padrão de vida e a evolução tecnológica  fazem surgir novas necessidades.
 
Necessidades Humanas e Produção de Bens
Bem  -
Um bem é demandado, porque é útil. A Utilidade é a capacidade que tem um bem de satisfazer uma necessidade humana. Bem é tudo aquilo capaz de atender uma necessidade humana, podem ser materiais e imateriais.  Os Bens são classificados quanto à sua raridade: -  Bens Livres e Bens Econômicos.

  • Bens Livres: São aqueles que existem em quantidade ilimitada e podem ser obtidos com pouco ou nenhum esforço humano, ou seja, sua utilização não implica relações de ordem econômica. Bens Livres não possuem preço, isto é, tem preço zero, como o mar, a luz solar, o ar. O ar é um bem livre, pois a terra oferece ar para todas as pessoas em quantidades maiores do que as desejadas por todos os indivíduos.Bens Econômicos: São relativamente escassos e supõe a ocorrência de esforço humano na sua obtenção, por esse motivo, possuem preço, ou seja, preço maior que zero. A escassez de recursos disponíveis acaba gerando a escassez de bens econômicos.
  • Os Bens Econômicos se classificam quanto à sua natureza em Bens Materiais e Bens Imateriais (ou Serviços). Bens Imateriais (ou Serviços) Os Serviços são:"Serviço são bens imateriais, não podem ser tocados e nem estocados, pois são intangíveis". Fazem parte dessa categoria de bens os cuidados de um médico, os serviços de um advogado. Acabam no mesmo momento de sua produção.
     
    A Economia estuda as necessidades humanas que podem ser satisfeitas por bens que não sejam gratuitos, mas que o homem precisa fornecer. Bens Materiais são de natureza material, tangíveis, e podemos atribuir características como peso, altura etc. Por exemplo: alimentos, roupas, livros, eletrodomésticos. Bens Materiais classificam-se quanto ao seu destino em: Bens de Consumo e  Bens de Capital.
  • Bens de Consumo: são aqueles diretamente utilizados para a satisfação das necessidades humanas. Podem ser duráveis, usados por muito tempo, como os móveis, os eletrodomésticos, ou não duráveis, desaparecem uma vez utilizados, como alimentos, cigarro.
  • Bens de Capital ou Bens de Produção: são aqueles que permitem produzir outros bens. Como as máquinas, computadores, equipamentos, instalações, edifícios.
     
    Tanto os Bens de Consumo como os Bens de Capital podem ser classificados como Bens Finais.
     
    Bens Finais e Bens Intermediários. Bens Finais são aqueles que já passaram por todos os processos de transformação, estão acabados.
     
    Bens Intermediários são aqueles que ainda precisam ser transformados para atingir sua forma definitiva.
     
    Bens Privados e Bens Públicos
  • Bens Privados: são os produzidos e possuídos por particulares. Como por exemplo, os automóveis, eletrodomésticos.
  • Bens Públicos: são o conjunto de bens gerais fornecidos pelo setor público.Como a educação, a justiça, segurança, transporte.

Para continuar lendo acesse: http://www.fontedosaber.com/administracao/conceitos-basicos-da-ciencia-economica.html

 



Escrito por Isabel Ribeiro às 09h17
[] [envie esta mensagem] []



Pilulas de Introdução à Economia - Sistemas Econômicos

Sistemas Econômicos

Organização Econômica é a forma como a sociedade está organizada para desenvolver as atividades econômicas.  O homem ao abandonar a vida nômade  de coleta de meios de subsistência, estabelecendo-se em locais fixos  para cuidar do cultivo do solo e de colheitas, ao manter  rebanhos e desenvolver rudimentares atividades artesanais e de serviços de apoio à vida sedentária,  teve a necessidade de organizar-se, portanto, os países se organizam  economicamente.

Toda economia opera segundo um conjunto de regras e regulamentos. A sociedade desenvolve suas atividades segundo esse sistema de regras e regulamentos em termos políticos, econômicos e sociais. O Sistema Econômico é esse sistema que rege as atividades econômicas de produção, troca e consumo de bens e serviços. São todas as regras existentes em uma economia. O Sistema Econômico é constituído por todas as leis, regulamentos, costumes e práticas tomadas em conjunto, e suas relações com os componentes de uma economia (agentes econômicos).

Sistema Econômico é o conjunto de doutrinas  e teorias aplicadas, existentes em um dado momento e em determinada sociedade;   é o reflexo da essência doutrinária de teorias econômicas e sociais e retrata a vida econômica  em cada momento histórico.

As Principais formas de Organização Econômica são: Economia de Mercado - (ou descentralizada, tipo capitalista); Economia Planificada - (ou centralizada, tipo socialista). Numa Economia de Mercado, como dos países capitalistas, o Mercado que dará respostas para as questões fundamentais da economia.

Sistema econômico de uma Economia de Mercado (de países capitalistas) pode ser:

1- Sistema de concorrência pura (sem interferências do governo)

2- Sistema de concorrência mista (com interferência governamental)

1- Sistema de concorrência pura  (sem interferências do governo) - "Laissez-faire": O mercado  resolve  os  problemas econômicos fundamentais (o que e quanto, como e para quem produzir), como  guiados  por  uma mão invisível, sem a intervenção do governo que promove o equilíbrio dos mercados através de mecanismos de preço.  Tem como b
ase a filosofia do liberalismo econômico, que advoga a soberania do mercado, sem interferência do Estado. Este deve responsabilizar mais com justiça, paz, segurança, e deixar o mercado resolver as questões econômicas fundamentais).

 
2- Sistema de concorrência mista (com interferência governamental) - Uma economia mista é uma economia em que o governo e o mercado compartilham decisões de o que, como e para quem produzir. O mercado sozinho não garante que a economia opere sempre com pleno emprego dos seus recursos,  necessitando de maior atuação do Setor Público na economia.

São Agentes Econômicos integrantes de um Sistema Econômico de Concorrência Mista (Com a Interferência do Governo):

    * Unidades Familiares englobam diferenciadas formas de  unidades domésticas, unipessoais e familiares, segundo as quais a sociedade se encontra segmentada. São essas unidades que detém a posse e domínio dos fatores de produção, colocando-os à disposição das empresas.

    * Empresas tem como principal característica comum  a intertividade, isto é, nenhuma subsiste isoladamente, cada uma depende direta ou indiretamente de todas as demais e as operações produtivas descrevem-se por um permanente e complexo processo de entradas-e-saídas.

O governo destaca-se como agente econômico produtor de bens e serviços públicos, além de ser um centro de geração, execução e julgamento de regras básicas para a sociedade como um todo.

Para Continuar lendo acesse: : http://www.fontedosaber.com/administracao/conceitos-basicos-da-ciencia-economica.html

 



Escrito por Isabel Ribeiro às 08h58
[] [envie esta mensagem] []



Pilulas Introdução à Economia

Conceitos Básicos da Ciência Econômica

Existem muitas maneiras de conceber a economia como um ramo do  conhecimento. Para os economistas clássicos, como Adam Smith, David Ricardo e John Stuart Mill, a economia é o estudo do processo de produção, distribuição, circulação e consumo dos bens e serviços (riqueza).

Por outro lado, para os autores ligados ao pensamento econômico neoclássico, a economia pode ser definida como a ciência das trocas ou das escolhas. Neste caso, para seguir a definição proposta por Lionel Robbins, a economia lidaria com o comportamento humano enquanto condicionado pela escassez dos recursos: a economia trata da relação entre fins e meios (escassos) disponíveis para atingi-los.

Deste modo, o foco da ciência econômica consistiria em estudar os fluxos e meios da alocação de recursos para atingir determinado fim, qualquer que seja a natureza deste último.

Segundo os economistas austríacos, especialmente Mises, a economia seria a ciência da ação humana proposital para a obtenção de certos fins em um mundo condicionado pela escassez.

A palavra economia deriva do grego oikonomía: oikos - casa, moradia; e nomos - administração, organização, distribuição. Deriva também do latim oeconomìa: disposição, ordem, arranjo. 

A ECONOMIA é considerada uma ciência social. As Ciências Sociais estudam: a organização e o funcionamento da sociedade. O objeto da ciência social é o homem.

A Economia é uma Ciência Social pois se ocupa do comportamento humano e estuda como as pessoas e as organizações na sociedade se empenham na produção, troca e consumo de bens e serviços.

Objetivo da ciência econômica é o de analisar os problemas econômicos e formular soluções para resolvê-los, de forma  a melhorar nossa qualidade de vida. O objeto da ciência econômica: é a atividade  econômica exercida pelo homem dentro de  uma sociedade.

Organização Econômica é a forma como a sociedade está organizada para desenvolver as atividades econômicas. Os países se organizam economicamente:
 
O homem ao abandonar a vida nômade  de coleta de meios de subsistência, estabelecendo-se em locais fixos  para cuidar do cultivo do solo e de colheitas, ao manter  rebanhos e desenvolver rudimentares atividades artesanais e de serviços de apoio à vida sedentária,  teve a necessidade de organizar-se, portanto, os países se organizam  economicamente.

Principais formas de Organização Econômica:

Economia de Mercado - (ou descentralizada, tipo capitalista)

Economia Planificada - (ou centralizada, tipo socialista)

Organização Econômica da Sociedade: Numa Economia de Mercado, como dos países capitalistas, o Mercado que dará respostas para as questões fundamentais da economia.

Toda economia opera segundo um conjunto de regras e regulamentos. A sociedade desenvolve suas atividades segundo esse sistema de regras e regulamentos em termos políticos, econômicos e sociais.

Para Continuar lendo acesse: : http://www.fontedosaber.com/administracao/conceitos-basicos-da-ciencia-economica.html







Escrito por Isabel Ribeiro às 08h43
[] [envie esta mensagem] []



Mudanças Tecnológicas e Demográficas e Oportunidade de Negócios

No cenário atual de inovação continuadas e aceleradas não

se pode desprezar as fontes de mudança que oportunizam a

criação de negócios para continuar esse texto acesse:

http://201.2.114.147/bds/BDS.nsf/142EC345DCE183018325766E0001E6CB/$File/NT00042CCA.pdf



Escrito por Isabel Ribeiro às 08h37
[] [envie esta mensagem] []



Inteligência Competitiva Aplicada às MPE

http://201.2.114.147/bds/BDS.nsf/25B455E05BF6EEE3832576F70056331A/$File/NT00043D52.pdf



Escrito por Isabel Ribeiro às 16h38
[] [envie esta mensagem] []



Planejamento Estratégico Aplicado às MPE

http://201.2.114.147/bds/BDS.nsf/7C465CF397B797D5832576F7005446F8/$File/NT00043D4A.pdf



Escrito por Isabel Ribeiro às 16h33
[] [envie esta mensagem] []



 
 

Mulhes e Participação Política

http://www.international-alert.org/pdfs/TK_DemocracyGovernance_Portuguese.pdf

"Estudos demonstram que as mulheres em funções eleitas, particularmente a nível local, são sensíveis às necessidades dos seus cidadãos, consultam para a sua tomada de decisão e, talvez por saberem que são tão minuciosamente observadas, são menos corruptas no exercício das suas funções"



Categoria: Link
Escrito por Isabel Ribeiro às 23h16
[] [envie esta mensagem] []



 
 

Isabel Ribeiro tira duvidas sobre empreendedorismo

http://www.portalibahia.com.br/p/redacaoibahia/economia/15216-entrevista-assessora-da-superintendencia-do-sebrae-bahia-isabel-ribeiro-tira-duvidas-sobre-empreendedorismo

Entrevista: Isabel Ribeiro, assessora da superintendência do Sebrae Bahia, tira dúvidas sobre empreendedorismo



Categoria: Link
Escrito por Isabel Ribeiro às 22h12
[] [envie esta mensagem] []



Barão de Mauá – Empreendedorismo e Inovação – I Parte

Fonte: LOPES , Camila Papa; DOS SANTOS , CLARO,Moacir Bispo e José Alberto Carvalho dos Santos . O Empreendedorismo no Brasil e o Processo de Inovação: O Caso Mauá. Disponivel em: http://www.ead.fea.usp.br/semead/11semead/resultado/trabalhosPDF/197.pdf. >. Acesso 02/11/10

 

Irineu Evangelista em 1813. Iniciou sua história de empreendedor com nove anos de idade quando chega ao Rio de Janeiro e foi instalar-se na casa de n°155 da Rua Direita, que era o armazém e a sede dos negócios de seu Tio por parte de Mães João Rodrigues Pereira de Almeida, pois seu pai, Irineu Evangelista,   morreu em 1819, quando saia em uma excursão ao território uruguaio para a busca de mais gado e foi morto por um tiro (versões pouco claras chegaram para os familiares), ficando sua mãe,  Mariana Batista de Carvalho viúva pela primeira vez com 24 anos.

 

No armazém de seu Tio aprendeu todas as funções, sendo ensinado pelos mais velhos de casa que estranhavam a origem do menino, pois na época raros nativos do Brasil trabalhavam no comércio, sendo esta profissão exercida por mão-de-obra vinda direta da Metrópole, fato este manipulado pela Coroa, pois evitava que habitantes da colônia controlassem a atividade comercial.

 

Seu tio era homem de grande prestígio e respeito por comandar uma Nau de Pereira de Almeida. A empresa era bem prestigiada e estava envolvida em numa série de atividades complexas, negociando simultaneamente com centenas de pessoas nos três continentes. Pereira de Almeida era ao mesmo tempo comerciante, banqueiro, industrial, armador, além de cortesão e manipulador político. Com uma frota registrada em seu nome de treze navios, a base de todo o comércio de Pereira de Almeida era o tráfego de escravos.

 

Por volta de 1828, houve um revés e as coisas mudaram para Pereira de Almeida, pois o tráfico de escravos estava acabando e a guerra na Argentina, levaram o Banco do Brasil a ser um alvo para as perdas governamentais, fazendo com que o comerciante perdesse tudo que tinha.

 

Com menos de cinco anos de experiência e com quatorze anos de idade, Irineu já assumia a complexa rede de negócios do patrão. Em 1829 Irineu começou a trabalhar na Carruthers & CO, uma das maiores empresas de Carruthers, que o incentivou a aprender inglês e contabilidade da forma inglesa (em libras), e teve contatos com a maçonaria.  Logo se destacou dos demais, aprendendo as minúcias do ofício e pela orientação de Carruthers. Leu muitos livros, dentre eles Adam Smith – A Riqueza das Nações - o original em Inglês que aproveitava para discutir com seu patrão.

 

Após completar 22 anos, Irineu recebeu uma participação no capital da empresa e uma procuração de Carruthers, que lhe deu todos os poderes para administrar os negócios como se a firma fosse apenas dele. Em 25 de Outubro de 1837, Irineu comprou sua primeira casa.

 

O cenário Nacional continuava complicado e várias revoltas eclodiam nas províncias (Cabanagem/PA, Balaiada/MA, Sabinada/BA, Carneiradas/PE, Farroupilhas/RS) sempre se repetindo a história: liberais contra conservadores republicanos.  Irineu se envolveu em uma destas revoltas fornecendo roupas e dinheiro a revoltosos (na fortaleza de Santa Cruz/RJ) e isto lhe causou problemas em 1839, indo assim visitar seu amigo e sócio Carruthers na Inglaterra a fim de acalmar os problemas.

 

Em sua viagem à Inglaterra, apresentou grande entusiasmo por novidades. Teve como anfitrião um amigo de juventude (João Henrique Reynell de Castro), que contribuiu para abrir o seu caminho da fortuna.

 

Assistiu a inauguração da ferrovia em 1830, entre Liverpool e Manchester, viu que os ingleses produziam fábricas com rapidez, mecanizando assim o desenvolvimento. Percorreu fábricas de tecidos, estaleiros, fundições, estradas de ferro e bancos. Também vários contatos econômicos, estudando os movimentos da época na Grande Potência Inglaterra. Em sua percepção, vislumbrava o desenvolvimento do Brasil e na volta de sua viagem da Inglaterra, abriu a empresa que deveria captar dinheiro na Inglaterra para ser investido no Brasil, visando a modernidade.

 



Escrito por Isabel Ribeiro às 22h03
[] [envie esta mensagem] []



Barão de Mauá – Empreendedorismo e Inovação – II Parte

Ao longo da sua trajetória citam-se alguns importantes e inovadores empreendimentos:

*      Em 11 de Agosto de 1846, adquiriu o estabelecimento de fundição e estaleiros da Ponta de Areia em Niterói/RJ.

*      Em 1849, o Uruguai se viu em sérios problemas, pois nenhum dos países que o subsidiavam queriam continuar a fazê-lo. Irineu emprestou dinheiro para financiar a guerra contra a Argentina, fazendo com que  o governo Uruguaio reconhecesse uma dívida pública junto a Irineu tornou-se  Irineu o maior credor do governo Uruguaio e com direito sobre a aduana. Com isto, a navegação do Rio Prata foi aberta, fluindo o comércio local.

*      Aproveitando a situação do fechamento do tráfico de Irineu abriu, em 1851, o Banco Commercial, vislumbrando as aplicações em um futuro promissor de progressos intermináveis (fábricas, telégrafos, estradas de ferro).

*      Em 1852, Irineu ganhou a concorrência entre três empresas para fornecer a Iluminação a gás das ruas da cidade do Rio de Janeiro e fundou a empresa Imperial Companhia de navegação a vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis. Ainda neste ano, quatro meses antes do prazo prometido para o governo, começou a funcionar a Companhia de Navegação e Comércio do Amazonas.

*      Recebeu se primeiro título de Nobreza – Barão de Mauá, em 30 de Abril de 1854, em cerimônia pomposa com a presença da família Real, quando inaugurou a Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis.

*      Em 31 de Julho de 1854, três meses após a inauguração da estrada de ferro, o Barão de Mauá inaugurou uma nova forma de Banco, o Banco Internacional a Mauá Mac Gregor & CIA, criando assim a primeira agência de Câmbio a funcionar em âmbito nacional.

*      Em Agosto de 1855, o Barão de Mauá assumiu uma posição de deputado (como suplente) pelo partido Liberal, colocando-se abertamente como empresário, colecionando derrotas atrás de derrotas nesta área.  

*      Em 1856, recebeu a concessão da construção da estrada de ferro.

*      Em 1858 inaugurou mais um Banco, em Buenos Aires, na Argentina, expandindo os negócios do Uruguai.

*      Em 1867, criou a Mauá & CIA, uma empresa comercial como nas origens de sua formação, tendo como base a desativação de seu império para saldar dividas e problemas sofridos.

*      Em 1874, recebeu uma carta tornando-o o Visconde de Mauá, devido a seu empenho na instalação dos cabos submarinos de telégrafo que ligou o Brasil à Europa.

*      Em 1875, fechou o Banco do Uruguai e foi perseguido pelo povo, perdendo tudo, porém liquidou todos os seus negócios e saldou todas suas dividas, vendendo seus pertences pessoais.

*      Afastou-se da vida pública e morreu completamente esquecido pela sociedade em 21 de outubro de 1889, sendo levado de Petrópolis para ser enterrado no cemitério

 

Embora tenha terminado sua vida sem nada, a grande herança que deixou foi a inovação criada pelo conhecimento, que constitui um dos meios que consolida o comportamento empreendedor, a busca incessante por oportunidades e por concretizar negócios. Mauá apresentou formas de inovação que atualmente ainda geram dúvidas quanto a sua execução, tamanha inovação apresentada em seus empreendimentos, cujos resultados ainda podemos nos beneficiar.

 



Escrito por Isabel Ribeiro às 22h01
[] [envie esta mensagem] []



A Inteligência Coletiva e as redes sociais

A Inteligência Coletiva e as redes sociais[1]

Estamos em rede, interconectados com um número cada vez maior de pontos e com uma freqüência que si faz crescer. A partir disso, torna-se claro que podemos compreender muito melhor as atividades de uma coletividade, a forma como comportamentos e ideais se propagam, o modo como noticias afluem de um ponto a outro do planeta, etc.

Decisões individuais e coletivas parecem estar chamando a atenção não apenas para os que trabalham com marketing, mas também dos estudiosos de redes sociais, dos sociólogos, antropólogos do virtual, dos ciberteóricos, dos especialistas em gestão do conhecimento e da informação, enfim, de todos aqueles que pressentem que há algo de novo a ser investigado, que a interação coletiva pode ser compreendida dentro de uma nova lógica.

O fato de estarmos cada vez mais interconectados uns aos outros implica que tenhamos, de algum modo, que nos confrontar com nossas próprias preferências e sua relação com aquelas de outras pessoas. E se a inteligência individual requer certas condições para fluir em cada um de nós (como, por exemplo, a saúde física, criação familiar e situação afetiva), também a inteligência coletiva deve requerer outras condições para afluir entre os indivíduos. Como sugere Pierre Lévy (2004), essas condições poderiam ser dadas pela situação do capital social, cultural e tecnológico de uma coletividade.

Nesse sentido, o potencial de interação entre os indivíduos (capital social) constituiria um dos índices de referência para se compreender a forma de propagação das idéias (capital cultural) através de uma infraestrutura de comunicação (capital tecnológico) no interior de uma comunidade, e seu conseqüente desdobramento ou não em ações coletivas inteligentes.

Devemos lembrar que as inteligências individuais parecem não se prolongar naturalmente numa inteligência coletiva. O fato de indivíduos estarem em grupo não significa que haverá entre eles uma tal sinergia de idéias que resulte numa ação conjunta. Esses aspectos que apontam para uma  assimetria entre a dimensão do indivíduo (com suas preferências, interesses, inteligência) e aquela do coletivo, onde os indivíduos são convocados a agir, decidir, adotar comportamentos não apenas em função de si mesmos, mas também conjuntamente.

Comunidades virtuais são lugares onde as pessoas se encontram mas são, igualmente, um meio para se atingir diversos fins (Howard Rheingold, 1993). Abrigam um grande número de profissionais que lidam diretamente com o conhecimento, o que faz delas um instrumento prático potencial. A estratégia de fornecimento e utilização de informação através do ciberespaço seria, na visão de Rheingold, uma maneira extraordinária de um grupo suficientemente grande e diversificado de indivíduos conseguir multiplicar o grau individual de seus conhecimentos.Os agentes e filtros colaborativos tornam-se mais espertos e úteis na medida em que mais informações e indivíduos fluem através deles. Um dos raros casos conhecidos desse gênero na rede, e aliás com um sucesso extraordinário, é o do sistema operacional Linux, a melhor prova de resultados dessa autêntica espécie de mente coletiva.

Lévy, 1998, 1999, 2001 e 2002, percebe o papel das comunidades como o de filtros inteligentes que nos ajudam a lidar com o excesso de informação, mas igualmente como um mecanismo que nos abre às visões alternativas de uma cultura. "Uma rede de pessoas interessadas pelos mesmos temas é não só mais eficiente do que qualquer mecanismo de busca", diz ele, "mas sobretudo do que a intermediação cultural tradicional, que sempre filtra demais, sem conhecer no detalhe as situações e necessidades de cada um" (Lévy, 2002). Lévy está profundamente convencido, da mesma forma que Rheingold, de que uma comunidade virtual, quando ela é convenientemente organizada, representa uma importante riqueza em termos de conhecimento distribuído, de capacidade de ação e de potência cooperativa.

Steven Johnson (2001), afirma que o ciberespaço começa a nos oferecer aquilo que foi sua promessa original: alimentar uma inteligência coletiva pela conexão de todas as informações do mundo. Hoje já há algo inteiramente novo, uma espécie de segunda onda da revolução interativa que a computação desencadeou: um modelo de interatividade baseado na comunidade, na colaboração muitos-muitos" (Johnson, 2001).

A segunda maneira de se interpretar uma inteligência coletiva é entender uma comunidade virtual como um excelente filtro inteligente que pode ser consultado por qualquer um a qualquer momento. Haveria ainda um outro aspecto importante a ser ressaltado, que é o capital cultural de uma coletividade. Trata-se do ecossistema de idéias que alimenta os indivíduos e o coletivo.Se traduz como a memória cultural de uma população, incluindo museus, redes de bibliotecas, editoras, arquivos, centros de documentação e toda instituição que colabore nesse processo de registro.

As diversas formas de comunidades virtuais, a estratégia P2P, as comunidades móveis, a explosão dos blogs e wikis, a recente febre do orkut são prova de que o ciberespaço constitui um fator crucial no incremento do capital social e cultural disponíveis (Rheingold 2002, Costa 2002). Esse aspecto foi também decisivo para a elaboração do projeto da inteligência coletiva proposto por Pierre Lévy e que está inserido na vertente da cartografia baseada em softwares de rede. Lévy (2004) conceitua a inteligência coletiva como um jogo entre o capital social, cultural e técnico de uma comunidade.



Escrito por Isabel Ribeiro às 22h33
[] [envie esta mensagem] []



A Inteligência Coletiva e as redes sociais -

Continuação

El contenido del presente trabajo esta gobernado por la siguiente Licencia de Creative Commons: ver http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0

Rogério da Costa
rogcosta@pucsp.br

 

Autores Citados

Howard Rheingold, "Mobile Virtual Communities". Em: www.rheingold.com, 09/07/2001.

Howard Rheingold, Smart mobs: the next social revolution, Perseus, 2002.

Pierre Lévy, Cyberdémocratie. Paris: Odile Jacob, 2002.

Pierre Lévy, A Inteligência Coletiva. São Paulo: Loyola, 1998.

Pierre Lévy, Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.

Pierre Lévy, A Conexão Planetária: o mercado, o ciberespaço, a consciência. São Paulo: Editora 34, 2001.

Pierre Lévy, www.collectiveintelligence.info/documents, 2004.

Rogério da Costa, A Cultura Digital, Publifolha, 2002.

Steven Johnson, Emergence: the connected lives of ants, brains, cities, and software. Nova Iorque: Scribner, 2001.



Escrito por Isabel Ribeiro às 22h32
[] [envie esta mensagem] []



Sobre a Inteligência Coletiva

Sobre a Inteligência Coletiva[1]

Questões mais relevantes no âmbito da Web 2.0 (e da cultura digital, em geral), no que se refere à natureza e características da informação e do conhecimento, nos remete à compreensão da pós-modernidade. Segundo o francês Jean-François Lyotard, a "condição pós-moderna" caracteriza-se pelo fim das metanarrativas. Os grandes esquemas explicativos teriam caído em descrédito e não haveria mais "garantias", posto que mesmo a "ciência" já não poderia ser considerada como a fonte da verdade.  A Pós-modernidade ocorre na segunda metade do século XX  ao lado da aceleração avassaladora nas tecnologias de comunicação, de artes, de materiais e de genética, ocorreram mudanças paradigmáticas no modo de se pensar a sociedade e suas instituições.

O declínio da verdade e da objetividade não emergiu da Internet ou do saber informatizado. São aspectos estruturantes da pós-modernidade como o são o relativismo, a fragmentaridade, a indeterminação ou a ambigüidade(Lévy, 1994). Para Castells (2001), a pós-modernidade encontrou na Internet e na cultura digital, em muitos aspectos, uma realização concreta e operativa de muitos dos seus pressupostos, em especial no caso da Web2.0.

Nos dias de hoje, somos apanhados em períodos de transição em que emergem mudanças estruturais profundas nas nossas formas de vida, com a agravante de, neste caso, estas ocorrerem a uma velocidade vertiginosa. Para Pierre Lévy (1994), o que tinha uma natureza de certa forma perene adquire, nestes novos contextos de comunicação, um caráter mais transitório e pragmático. Dada a pluralidade e variedade de meios através dos quais no chega a informação, as mensagens escritas são cada vez menos recebidas ou interpretadas fora do contexto da sua emissão. Por essa razão, e adicionando a ela o fato de o saber se transformar a uma velocidade crescente, as informações cada vez menos são concebidas para durar.

A informação pode ser decomposta e recomposta, fragmentada, aglomerada em sínteses construídas a partir de diferentes linguagens (texto, gráficos, som, vídeo); a noção de autoria perde estabilidade; o receptor pode tornar-se também ele um produtor. Ligado a isto, a própria velocidade a que a informação pode mudar, ser recombinada e distribuída, e o fato de a organização social na cultura digital tender muito mais para a cooperação e a partilha, ajudam a consolidar não só o subverter da objetividade como de verdades absolutas (Lévy (1994). Nesta dinâmica, o que importa é que o conhecimento ou a informação requeridos estejam disponíveis no momento em que são precisos, cheguem eles acidentalmente, através da pesquisa ou por um pedido expresso nas redes que se habitam, e sejam utilizáveis de imediato.



[1] LOCKE, Christopher . Da Web 2.0 ao e-Learning 2.0: Aprender na Rede.  Disponível em: http://orfeu.org/weblearning20/2_1_conhecimento

 



Escrito por Isabel Ribeiro às 00h32
[] [envie esta mensagem] []



Sobre a Inteligência Coletiva

Sobre a Inteligência Coletiva[1]

 Continuação

No contexto atual estão em discussão a validade e  autenticidade do conhecimento, assim como das formas de as garantir, sendo necessário encontrar modos adequados de os conseguir. Não os antigos modelos baseados na hierarquia e no controle, mas modelos que se caracterizem pelo diálogo e a transparência, suportados em redes fiáveis e em novas ecologias do conhecimento. De consumidores de conhecimento, passamos a co-criadores. Estabelecemos conexões, partilhamos, selecionamos, recombinamos, personalizamos, tornamo-lo nosso (Siemens 2006).

Siemens (2006) propõe oito fatores que, segundo ele, caracterizam o conhecimento hoje:

  1. Abundância. A quantidade de conhecimento disponível e a rapidez com que é produzido estão a aumentar de forma acelerada, o que nos levanta dificuldades insuperáveis em termos da nossa capacidade de atenção e de lidar com tal volume de informação. A criação constante de novo conhecimento faz com que o que existe se deprecie rapidamente e veja o seu tempo de vida útil drasticamente reduzido (Lévy, 1994).
  2. Recombinação. A capacidade de conectar, recombinar e recriar são as marcas distintivas do conhecimento hoje. Passado o tempo da convergência do conhecimento, a transferência de conhecimento de um campo para outro e a sua aplicação, que o autor designa como transvergência. (Siemens, 2006)
  3. Relação com a certeza. O conhecimento perdeu seu caráter perene e se tornou mais transitório e indeterminado (Lévy, 1994). A certeza (definitiva) está permanentemente suspensa: fazemos uma descoberta, alguém a desenvolve e amplia (transvergência), ou é refutada por nova investigação, ou as condições em que se funda mudaram e temos que a atualizar. (Siemens, 2006)
  4. Ritmo de desenvolvimento. Ao ritmo e volume que o conhecimento é produzido, é impossível assimilarmos tudo o que é relevante e preciso para preencher as nossas necessidades. É fulcral que possamos contar com bons canais de comunicação através dos quais nos possamos ligar às fontes que nos possam fornecê-las (redes de suporte).
  5. Representação através de diversas mídias. Podemos escolher a abordagem que considerarmos mais adequada tendo em conta o contexto, os recursos e as necessidades que identificamos. A multiplicidade inerente ao conhecimento é agora expressa por muitos indivíduos de formas muito diversas: texto, vídeo, áudio, jogos, etc.
  6. Fluxo. Na passagem de uma organização hierárquica para uma organização em rede, é crucial tratar dos aspectos que podem inibir ou facilitar o fluxo do conhecimento na rede. Os inibidores de fluxo, internos ou externos, como, por exemplo, resistências, idéias preconcebidas, a burocracia ou uma certa cultura de (não) partilha de conhecimento são elementos que reduzem o fluxo de conhecimento e de informação numa rede ou entre redes. Já a receptividade e a motivação, enquanto elementos internos ao indivíduo, ou uma cultura de abertura e o reconhecimento do valor da colaboração, enquanto elementos externos, funcionam como aceleradores do fluxo, facilitando processos rápidos de produção e distribuição do conhecimento, bem como de formação de redes. (Siemens, 2006).
  7. Espaços e estruturas de organização e disseminação do conhecimento. Os espaços (escolas, museus, o ciberespaço) e as estruturas (sistemas de classificação, hierarquias, governo) são os elementos organizacionais da sociedade. Os primeiros constituem o ambiente em que interagimos e partilhamos, as segundas fornecem o processo e o modo através dos quais tomamos decisões e o conhecimento flui. Na evolução para uma sociedade do conhecimento, as ecologias, enquanto entidades orgânicas, são muito adaptativas e lidam bem com o crescimento rápido e a emergência de novas idéias e circunstâncias. Enquanto ambientes de partilha de conhecimento, elas devem ter características que potenciem e facilitem a sua criação e fluxo. As redes, por seu lado, surgem como o novo modelo estrutural, substituindo o fluxo de causa-efeito, controlado a partir do topo, característico das hierarquias, pelo modelo adaptativo das redes, emergente, dinâmico e flexível.
  8. Descentralização. Uma das grandes vantagens da descentralização do conhecimento é que ela permite aos utilizadores organizarem-no, eles próprios, de modos que lhes sejam mais úteis do que os produzidos por outros (peritos, editores, etc.). Somos nós quem decide como se agrega e organiza a informação que nos interessa; somos nós que tecemos as nossas redes.

 

Autores Citados

Castells, Manuel (2001). La Galaxia Internet. Barcelona: Areté.

Lévy, Pierre (1994). As Tecnologias da Inteligência: o Futuro do Pensamento na Era Informática. Lisboa: Instituto Piaget. [Edicão original francesa de 1990 pelas Éditions La Découverte].

Pós-modernidade. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3s-modernidade

Siemens, George (2006). Knowing Knowledge. Disponível em  http://www.elearnspace.org/KnowingKnowledge_LowRes.pdf

 



[1] LOCKE, Christopher . Da Web 2.0 ao e-Learning 2.0: Aprender na Rede.  Disponível em: http://orfeu.org/weblearning20/2_1_conhecimento

 



Escrito por Isabel Ribeiro às 00h27
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]